domingo, 16 de outubro de 2011

Novo sistema de Wi-Fi

O IEEE (Instituto de Engenheiro Eletricistas e Eletrônicos) anunciou na última sexta-feira (29 de julho) as especificações sobre o padrão 802.22 para conexões Wi-Fi. A nova rede wireless promete velocidades de transferência de até 22 Mbps, enviando sinais para uma distância máxima de até 100 quilômetros.
Para tornar isso possível, o novo padrão se aproveita das bandas utilizadas para envio de sinais de televisão VHF e UHF. Os sinais chegarão através dos chamados “espaços brancos”, espaços de frequência não licenciados que ficam em faixas intermediárias àquelas responsáveis pela transmissão de imagens televisivas.
Segundo o IEEE, a nova tecnologia será especialmente em áreas com baixa densidade populacional e em países em desenvolvimento. Outros locais que devem se aproveitar da tecnologia são aqueles que possuem poucas emissoras ocupando as frequências de transmissão disponíveis.
Ainda não há informações a respeito de quando a novidade, que já está sendo chamada de “Super Wi-Fi”, entrará em operação, nem quais serão as primeiras regiões dos Estados Unidos a testá-la. Atualmente, Houston é o único ponto de acesso Wi-Fi que trabalha com as frequências dos espaços brancos.

Notebbok da Toshiba permite exibição de imagens 2D e 3D ao mesmo tempo

A Toshiba surpreendeu o mercado tecnológico ao anunciar o lançamento de um notebook que permite a exibição de imagens 2D e 3D ao mesmo tempo. E as novidades não param por aí: o Qosmio T851 também dispensa o uso de óculos para a exibição de conteúdo em três dimensões e possui conversão em tempo real de imagens bidimensionais para tridimensionais.
Isso significa que o usuário poderá assistir a filmes ou visualizar conteúdo em 3D ao mesmo tempo em que lê emails ou navega na internet sem que seja necessário tirar e colocar os óculos sempre que alternar entre uma atividade e outra.
O Qosmio T851 permite a visualização de imagens 3D sem óculos graças à tecnologia conhecida como Parallax, que gera imagens separadas para o olho esquerdo e o direito. Ou seja, cada um enxerga o conteúdo da tela como um todo, diferente do que acontece nas tecnologias 3D dos cinemas, por exemplo.
Para garantir que cada olho receba imagens “diferentes”, o notebook se utiliza de uma câmera e de um software, o Face-tracking, para fazer o reconhecimento facial e localizar a exata posição do globo ocular. O Active Lens, em conjunto com um painel de LED, é o responsável pela polarização da luz enviada para a tela, o que garante a entrega de duas imagens separadas, uma para cada olho.
Um processador dedicado ao processamento de imagens, o SpursEngine, torna possível a conversão em tempo real de imagens em 2D para 3D. Enquanto isso, a tecnologia 3D Window, que permite visualizar imagens em duas e três dimensões ao mesmo tempo, é realizada pelo Active Lens e o painel de LED.
Quando o Active Lens está desativado, o painel de LED exibe imagens bidimensionais; com ele ativado, as imagens 3D são exibidas. Essa tecnologia pode ser ligada e desligada de maneira extremamente rápida e localmente, o que significa que cada parte do painel de LED é independente e pode exibir conteúdo 3D e 2D.
Isso torna possível a exibição de imagens em ambas as dimensões em uma mesma tela, pois cada parte é tratada de maneira distinta.
Segundo a Toshiba, o notebook deve aparecer no mercado japonês ainda este ano, mais precisamente em junho. Não foram divulgados planos para o lançamento e comercialização do produto em outros países, mas não deve levar muito tempo para que o Qosmio T851 ganhe o mundo. Os valores do notebook e demais configurações não foram informado

Baterias do futuro

A Wildcat Discovery Technologies divulgou nesta segunda-feira (14 de março) uma descoberta que pode aumentar substancialmente a vida útil das baterias de notebooks e outros dispositivos portáteis. Ao usar um par de novos materiais na fabricação dos componentes, a empresa teve como resultado tempos de duração até 65% maiores na comparação com alternativas atuais.
Os dois materiais – batizados como EM1 e CM1 – se tratam de um eletrólito de alta tensão e um cátodo de alta tensão que, combinados, fornecem uma densidade de armazenamento de energia muito maior quando comparado às baterias atuais. Em termos técnicos, os novos componentes possuem densidade de 675 Wh/kg, operando com células de 5 volts.
Segundo o CTO da Wildcat, Steven Kaye, o uso de materiais de alta densidade permite a criação de baterias mais duradouras, sem haja elevação no custo de fabricação. A pesquisa necessária para descobrir os novos materiais durou somente dois anos, marca impressionante para uma descoberta que, segundo Kaye, está sendo procurada há mais de uma década pela indústria.
O segredo da velocidade obtida pela companhia é o uso de técnicas usadas por pesquisadores da área farmacêutica. Com elas, é possível realizar experimentos em ritmo 100 vezes maior do que aqueles realizados em laboratórios convencionais.
A expectativa da Wildcat é que a descoberta esteja pronta para comercialização em larga escala a partir de 2013. Apesar de data de lançamento estar distante, a companhia já trabalha em meios de aprimorar a novidade. Segundo Kaye, o ritmo de melhorias é tão rápido que fica difícil divulgar dados concretos sobre a descoberta, já que informações surgidas agora podem perder sua validade em questão de poucas semanas.

Microsoft Research

O departamento de pesquisas da Microsoft preparou vários projetos muito interessantes para serem apresentados durante a feira TechFest (em Mumbai, Índia). Um dos principais é o InnerEye, um dispositivo que pode interpretar imagens médicas em três dimensões, podendo ser utilizado em conjunto com o Kinect.
Além dele, outro projeto da Microsoft Research é o ShadowDraw. Este permite que os usuários façam desenhos à mão livre em superfícies sensíveis ao toque, então o computador identifica os traços desenhados e aplica o sombreamento automaticamente. Resta saber se estes sombreamentos irão respeitar a vontade dos artistas.
Por fim, outro projeto apresentado foi uma caneta stylus, que reconhece a pressão e a angulação que está sendo aplicada pelo usuário. Enviando esta intepretação para um software de controle, ela pode ser utilizada como caneta, lápis e também como marcador de texto.
Apresentados durante a TechFest em janeiro, estes projetos da Microsoft Research podem ser implementados experimentalmente nos próximos anos, mas é difícil que algum deles seja lançado para usuários domésticos em um futuro próximo.