Uma tecnologia que deve aportar nos computadores é o grafeno. Esse componente tem grande perspectiva de adoção nas CPUs, principalmente porque o silício está chegando a seus limites. Se observarmos a nanotecnologia de construção dos atuais processadores, podemos ver que tanto Intel quanto AMD estão próximas dos 20 nm (nanômetros).
Consideramos aqui esse componente como uma tecnologia, pois ao adotá-lo nos processadores não será possível manter as mesmas arquiteturas que já existem. E o lançamento de produtos à base de grafeno não está tão distante. Ainda no fim de 2009, a Fujitsu criou um protótipo para produção em larga escala.
Agora em 2011, foi a IBM que apresentou novidades. A empresa mostrou o primeiro circuito integrado com componentes de grafeno. Com essa experiência, os cientistas conseguiram fazer o grafeno grudar nos componentes de silício. O circuito rudimentar da IBM consistiu apenas de um transistor de grafeno e dois indutores. A frequência desse dispositivo é de 10 GHz, um valor que supera em muito os atuais circuitos baseados apenas no silício.
Apesar de grandes avanços, o grafeno tem alguns concorrentes, como: o siliceno e o molibdenite
. Esses outros componentes têm possíveis aplicações, mas nenhum demonstrou as mesmas características já conhecidas do grafeno, como o funcionamento em frequências de até 300 GHz e o resfriamento automático. Assim, a aposta na revolução de grafeno ainda é alta e pode ser que ele apareça nos próximos 10 ou 20 anos.
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